quarta-feira, 27 de abril de 2011

Barulho - Uma Viagem Pelo Underground Do Rock Americano

Comecinho dos anos 90.  Totalmente sem dinheiro, o jornalista André Barcinski, novaiorquino nacionalizado brasileiro, segue para as estradas dos Estados Unidos, apenas com o patrocínio que lhe rendeu vários filmes fotográficos e muitos contatos de bandas.  O intuito era entrevistar o máximo de artistas possível, registrar todos os eventos e entrevistas que conseguir.  E conseguiu.  O resultado é “Barulho – Uma Viagem Pelo Underground Do Rock Americano”.
A capa do ótimo livro de André Barcinski
Jello Biafra em seu apartamento faz chamego com seu gato de estimação.  Como sempre muito atualizado nas questões políticas mundiais, solta “alfinetadas” no presidente do Brasil (na época Fernando Collor de Mello), sem perder a conectividade com o meio artístico independente.  A propósito, o seu selo Alternative Tentacles Record, continua sendo referência no meio até hoje.  O registro de seu show não é muito diferente do último feito no Brasil em 2010.  O momento com Al Jourgensen e Paul Barker no estúdio, é regado a muita cocaína.  O show deles (Ministry), registrado por Barcinski, é de uma violência tecnológica tamanha que mais parece um terror sonoro high tech.  A passagem com o The Cramps (saudades de Lux Interior) é totalmente psycho.  Imagine uma apresentação onde a banda promove uma performance digna de músicos doentes mentais, com direito a banho de vinho e pedestais destruídos.  No público, garotas dançando sensualmente em cima das mesas, ambiente enfumaçado e constante chuva de bebida.  Tudo com maquiagem forte e figurino sado masô.  Sem dúvidas o psychobilly é uma das vertentes mais divertidas do rock.  O privilégio de entrevistar Joey Ramone em seu apartamento é um capítulo invejoso.  Todo o carisma deste mito é transcrito e fotografado num deleite para o leitor.  Se na época em que Joey era vivo, essa matéria já era saudosista, imagine ler isso agora.
Os pubs de São Francisco com todo o clima noir underground, as bandas de Seattle que estavam todas vivendo o clímax do grunge e o hard core de Nova Iorque, encontram-se todos muito bem retratados neste livro.  Além do bom texto que consegue ser imparcial, as muitas fotos de shows, bastidores, entrevistas e discos, nos provam a importância desse trabalho jornalístico profissional com cara de fanzine.  Mais do que uma indicação é uma medicação para os amantes do rock em suas várias ramificações.
Editora Paulicéia; textos e fotos de André Barcinski; São Paulo, 1992; 126 páginas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Metal Union Manaus I

METAL UNION MANAUS PARTE I
DIA 07/05/2011 - 22h
LOCAL: VITROLA MUSIC HALL
BANDAS: EVIL SYNDICATE - NEKROST - SARCÁSTICOS - HIPNOSE
METAL UNION MANAUS PARTE II
DIA 04/06/2011 - 22h
LOCAL: VITROLA MUSIC HALL
BANDAS: NEKROST - SNATCH - NECROBLOOD - EUNTANASE...
APÓS O SUCESSO DO WACKEN BRASIL 2011 SELETIVA AMAZONAS QUE ELEGEU A BANDA NEKROST PARA REPRESENTAR NOSSO ESTADO.
 AS BANDASSE UNEM EM PROL DE NOSSA CAMPEÃ PROMOVENDO DOIS GRANDES EVENTOS CUJA FINALIDADE É ANGRARIRA FUNDOS PARA QUE NOSSA CAMPEÃ FAÇA UMA VIAGEM COM TRANQUILIDADE E DESTRUA MINAS E QUEM SABE A ALEMANHA.
ENTRADAS R$ 10 COM O FLY PAGA SÓ R$ 5

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Especial Siouxsie And The Banshees


O programa Vertical Classic Rock, da web rádio Vertical, produzido, dirigido e apresentado por Mário Orestes, volta a realizar as suas edições de especiais.  Sempre no último programa do mês o Vertical Classic Rock realiza uma edição somente com um só artista ou banda.  Onde são dedicadas duas horas diretas que abordam músicas de toda a carreira, bem como fatos biográficos e curiosos do nome em questão.  Neste mês de abril.  O especial será com o grupo “Siouxsie and The Banshees”, ícone do pós punk e da cultura gótica.
Criada na Inglaterra em 1976, com a explosão do movimento punk, na época, a banda ainda não tinha nome ao tocar em público pela primeira vez.  Contava com Sid Vicious tocando bateria, antes mesmo dele entrar como contrabaixista nos Sex Pistols.  A vocalista Susan Ballion resolveu criar um nome artístico com Susy And The Banshees (Banshees são entidades femininas da mitologia celta que anunciava a proximidade da morte com suas vozes belas e mórbidas).  E finalmente, para homenagearem a tribo indígena americana Sioux, massacrada pelos colonizadores ingleses, acataram Siouxsie And The Banshees.
Lançado em 1978, o primeiro single “Hong Kong Garden” entrou imediatamente para o top 10 Britânico.  No mesmo ano lançam pela Polysom o primeiro LP intitulado “The Scream” que teve como destaque a cover dos BeatlesHelter Skelter”.  Todas as faixas apresentam uma sonoridade suja com toda a influência do punk.  O segundo álbum “Join Hands” lançado em 1979, mantém as características punks e tem o sucesso “Icon”.  No mesmo ano sofrem uma série de mudanças na formação.  Entra Budgie na bateria (ex-The Slits), John McGeoch na guitarra (ex-Magazine) e Robert Smith na outra guitarra (também guitarrista e líder do The Cure).  Em 1980 sai o terceiro disco “Kaleidoscope” que já consta com Steve Jones na guitarra (ex-Sex Pistols).  Este disco muda a sonoridade da banda para o estilo gótico nascido com os grandes nomes do pós punk como Joy Division, Magazine, The Fall e o próprio The Cure.  Três sucessos emplacam nas paradas de sucesso da Inglaterra, “Christine”, “Red Light” e “Happy House”.  É realizada a primeira turnê norte americana.  No ano de 1981 é lançado o álbum “Juju” que repete a sonoridade gótica e consta com os hitsSpellbound” e “Arabian Knights”.  Também neste ano é lançada a primeira coletânea oficial “Once Upon A Time”.  No ano seguinte é lançado o disco “A Kiss In The Dream House” com um timbre mais suave e psicodélico, devido a problemas de saúde de Siouxsie.  Volta à guitarra Robert Smith que grava os dois álbuns seguintes da banda, o duplo ao vivo “Nocturne” de 1983 e “Hyaena”, com músicas inéditas em estúdio de 1984.  Logo após o lançamento deste de 84, Robert volta a deixar a banda, desta vez em desafeto com Siouxsie.  O próximo disco com inéditas em estúdio seria “Tinderbox” de 1986 e traria o maior hit da banda, “Cities In Dust”.  O disco seguinte do ano de 1987 “Through The Looking Glass” é só de covers e contem os destaques “The Passenger” de Iggy Pop, “You’re Lost Little Girl” dos Doors, “Hall Of Mirros” do Kraftwerk, “This Wheel’s On Fire” de Bob Dylan, dentre outras pérolas.  Em 1988 sai o disco “Peepshow” que impressiona a todos por mostrar tendências pop e dançantes.  Em 1991 lançam outro disco com influências pop e dançantes, “Superstition” que é quase um álbum conceitual inspirado em um real acidente automobilístico depois de uma maldição satânica.  No ano seguinte sai a segunda coletânea oficial “Twice Upon A Time”, que possui uma música inédita, “Fireworks” e o singleFace To Face” feito por encomenda para a trilha sonora do filme de Tim BurtonBatman – The Return”.  Em 1995 é lançado o último disco da banda intitulado “Rapture” e produzido pelo grande John Cale (ex-Velvet Underground).  Por incrível que pareça, o final da banda é motivado pelo advento revival do punk com a volta do grupo Sex Pistols.  Conforme declaração da própria Siouxsie: “Não fazia mais sentido continuar com os Banshees se os deuses de tudo estavam de volta”.
Atualmente Siouxsie atua em projetos paralelos diversos alternando com trabalhos solos.  Confira dia 30 esse especial marcante a uma grande banda que fez história no rock mundial.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Amanhecer Dirigindo" Da Espantalho

                   Mais um clipe da banda Espantalho no You Tube. Desta vez é a quase balada “Amanhecer Dirigindo”. A produção do vídeo em si deixa um pouco a desejar, mas é possível perceber a qualidade da música e o bom gosto na composição interpretada. Ótima dica pra quem não é de Manaus e gosta de um bom rock.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Projeto Riffs Desplugados

Projeto Riffs Desplugados com banda Tudo Pelos Ares
Data: quinta-feira, 21
Horário: 19h30
Local: Saraiva MegaStore
Entrada Franca !!!
Sorteio das Marmitas Culturais  
O projeto Riffs Desplugados apresenta em sua 2ª edição nesse mês de abril, o pocket show da banda Tudo Pelos Ares, nesta quinta-feira, 21/4, às 19h30, no Espaço Cultural Thiago de Mello, Saraiva Megastore. Desta vez o projeto conta com a parceria da Rádio Amazonas FM que faraá a cobertura AO Vivo do evento.  
Sobre o Riffs Desplugados
O projeto nasceu da vontade de se criar um palco alternativo para as bandas de rock de Manaus mostrarem seu trabalho, servindo de incentivo para a movimentação da cadeia produtiva do cenário rock independente na cidade. O Riifs também servirá como uma rede colaborativa entre músicos, produtores, agentes culturais, donos de estúdio, selos e casas de shows, debatendo os mecanismos de divulgação, distribuição e o futuro do rock local.
Desde a inauguração da Saraiva MegaStore Manaus, a loja promove eventos culturais nos mais diversos segmentos, com destaque aos pocket shows com músicos e bandas locais. O espaço cultural Thiago de Mello permite uma apresentação com atmosfera mais intimista colocando o artista em contato muito próximo com seu público.
A ideia do Riffs Desplugados é realizar apresentações mensais de bandas de rock que possuam trabalho autoral. Além dos shows, o projeto pretende promover um bate-papo para que os músicos falem sobre a carreira, influências, perspectivas profissionais, agenda de show e etc.  A conversa será mediada pelo jornalista, músico, produtor cultural Sandro Nine, editor do blog Manifesto Rock Underground. O público poderá fazer intervenções a todo momento com perguntas e comentários.
Caso a banda tenha CD e que esteja dentro dos padrões comerciais da livraria, o produto poderá ser comercializado no dia do show com sessão de autógrafos após o bate-papo. Dessa maneira, a Saraiva será um ponto de comercialização importante para que as bandas de rock locais disponibilizem seus trabalhos em formato de CD ou DVD.
Objetivo:
Incentivar a cena de rock de Manaus e ser palco alternativo para que bandas novas ou com certo tempo de estrada apresentem trabalho autoral e conversem com os fãs
Formato:
Pocket-show em formato acústico de 50 a 60 minutos de duração. O repertório deve contemplar 80% de músicas próprias e covers de grupos que tenham influenciado a banda. Ao final, o mediador Sandro Nine conduzirá um bate-papo com os músicos. Participação ativa do público.
Realizadores:
Saraiva MegaStore Manaus, Sandro Nine e Coletivo Difusão
BANDA TUDO PELOS ARES
A Tudo Pelos Ares faz um hard rock cru e honesto, com letras em português buscando sempre  passar a realidade de forma irreverente, sem perder o conteúdo. A banda sofre influências do rock dos anos 70 e 80 como AC/DC e Black Sabbath.
A banda tem um disco lançado "Senta Pua", qur traz os Hits "Do Lado Escuro da Nossa Lua", "Vida Alheia", "Futebol, Samba, e Rock n Roll" e "Bem Dentro de Você". O disco recebeu ótimas críticas e teve um reconhecimento maior por parte do público, ques empre lota os shows da banda.
A Tudo Pelos Ares foi destaque no Festival Até o Tucupi em 2010 e foi conseiderada pelo público de Roraima como a melhor banda do GR BOA VISTA 2011. A banda é formada por Eduardo Molotievscki - Guitarra e Voz, Luighi Paolo – Guitarra, Rubens Junior – Bateria e Marcelo Lima – Baixo.
Nessa 2ª edição do Projeto Riffs Desplugados a banda vai lançar o novo Single "Insaciavél".
Outras Informações sobre a Tudo Pelos Ares
1990 | FORMAÇÃO DA BANDA.
1992 | BANDA GRAVA COMPACTO [CORRIDA SUJA].
BANDA CONVIDADA A DAR ENTREVISTA NO PROGRAMA FURIA METAL [GASTÃO] DA MTV.
1994 | ABERTURA DO SHOW DA BANDA GOLPE DE ESTADO NO ANIVERSARIO DE SANTO ANDRE.
1996 | BANDA GRAVA VÍDEO CLIP QUE FOI VEICULADO NO PROGRAMA DEMO MTV.
1998 | BANDA GRAVA NOVAS COMPOSIÇÕES NO ESTÚDIO SPACE BLUES.
2002 | BANDA PARTICIPA DO PROJETO “VALORES DA TERRA", PROMOVIDO PELA PREFEITURA DE MANAUS, QUE CONSISTIU NA GRAVAÇÃO DE CDs E SHOWS PARA DIVULGAÇÃO.
2004 | BANDA GRAVA CD OFICIAL [SENTA PUA].
2009 | BANDA É CONVIDADA PELA OMB A PARTICIPAR E ORGANIZAR O “FEST ROCK CHAMINE” COM APOIO DA SEC.
BANDA CONVIDADA A PARTICIPAR DO QUADRO “VERTICAL NA RUA” DO PROGRAMA “VERTICAL ROCK”.
2010 | BANDA COM NOVA FORMAÇÃO PARA DAR CONTINUIDADE A DIVULGAÇÃO.
2010 | BANDA SELECIONADA PARA O SESI FESTIVAL DE MUSICA
2010 | BANDA SELECIONADA PARA O FESTIVAL ATE O TUCUPI
2011 | BANDA SELECIONADA PARA O GRITO ROCK BOA VISTA
2011 | BANDA SELECIONADA PARA O GRITO ROCK PACARAIMA
T.P.A SITE:
http://palcomp3.com/bandatudopelosares/
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=5147
T.P.A EMAIL | MSN:
Apoio:
Saraiva Megastore
Coletivo Difusão
Cuia Coletiva
Coletivo Canoa Cultural
Rádio Amazonas FM
Programa Alta Frequência
Program Agitando   
Garagem 30
Paranoise Discos  
Revista Intera
Push Play Produções
Som do Norte - www.somdonorte.com.br
Blog Roraima Rock n Roll - www.roraimarocknroll.blogspot.com
Rock Manaus - www.rockmanaus.wordpress.com   
Rockazine - www.rockazine.com.br 
Blog Som Independente - www.somindependente.blogspot.com
Programa Vertical Classic Rock . www.radiovertical.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Chá De Flores

O início do século foi um tanto prolífero para o rock manauara, muitas bandas surgiram e várias chegaram a lançar CDs.  Dentre estas, algumas encerraram suas atividades, outras persistem até hoje na árdua estrada de banda independente de rock em Manaus.  Uma dessas guerreiras tem seu primeiro trabalho resenhado aqui agora.  Lançado no ano de 2003 o disco de estréia homônimo da banda “Chá De Flores” traz um rock and roll básico com pitadas de grunge e merece uma certa atenção.
Abrindo a bolachinha temos “Maria Fernanda Spice Girl” que é um rockão estilo Misfits.  O refrão é bastante pegajoso, mas a letra um tanto adolescente.  A segunda é uma música que se tornou bastante conhecida.  “Luciana” é quase uma balada, mas possui uma letra dramática.  Como terceira faixa, consta “Antes Do Inverno” que tem uma levada ramoníaca e merecia um acabamento melhor em sua produção.  Na sequência vem “Supermouse”.  Uma música sugestiva em sua letra.  Seus arranjos cairiam bem na forma acústica.  “Camélia No Alto Dos Prédios” vem em seguida e mostra uma face mais adulta da banda.  Seu refrão também é um pouco pegajoso.  A música parece ter sido gravada ao vivo.  “Bela Adormecida” é a próxima e também ficaria boa acústica.  “A Última Graça Dos Nossos Dias” talvez seja a melhor do disco.  Um riff inicial que remete novamente a Ramones com toques de Offspring.  Chega a dar vontade de cantar junto.  “Além” é outra que é bem conhecida e também era executada em shows pela banda Underflow.  A letra causa um pouco de identificação do ouvinte.  “Caos Juvenil” tem uma boa introdução e a letra mostra a influência grunge que nada mais é do que uma releitura do punk, sendo que aqui está um pouco mais pop.  “Aquela Coisinha” chegou a tocar nas rádios locais por um tempo.  Tem uma letra bastante irônica e é ótima para acampamentos.  “Alma De Flores” completa a sequência e faz uma síntese da essência da banda.  Distorção ramoníaca, backing vocals no refrão, ritmo vocal pop, letra com ira adolescente e outras características afins.  “Com Ódio, Amor e Prantos” é a penúltima e tem um jogo de guitarras simples, mas bem bacana.  Pra fechar a bolacha vem a mais pesada do disco.  “Algemas Malditas” é uma espécie de desabafo sobre a política num contexto geral.  Mais uma vez a influência grunge se faz presente.
Em suma, um bom disco.  Merecia uma produção um tanto mais refinada e profissional, mas isso é típico de banda iniciante e era o caso da Chá De Flores naquela época.  A arte gráfica também deixa a desejar.  Contudo, o trabalho é memorável e tem de ter o seu destaque dentre os que marcaram o rock local.

sábado, 16 de abril de 2011

Heavy Metal

Final da década de 70 surgiu nos Estados Unidos, uma revista em quadrinhos que é, até hoje considerada por muitos, como a melhor do mundo já publicada.  Heavy Metal era uma revista em edição cara, com formato grande, boa impressão e páginas coloridas.  Eclética em seu conteúdo, visava a ficção científica, mas abordava temas medievais, humor negro, fábulas de terror e aventuras fantásticas diversas.  Dentre os autores, nomes como Moebius, Simon Bisley, Paolo Eleuteri Serpieri e outros.  Por incrível que pareça, a revista teve edição brasileira numa editora homônima à revista, exclusiva para esse lançamento e outros álbuns esporádicos com o mesmo padrão.
No ano de 1981 é produzido pela Columbia Pictures um desenho animado longa metragem (produção americana e canadense de 95 minutos) baseado na revista.  A direção do filme Heavy Metal, ficou na responsabilidade de Gerald Potterton que contou com uma ótima trilha sonora de gigantes como Black Sabbath, Devo, Grand Funk Railroad, Blue Oyster Cult, Cheap Trick, Nazareth e muitos outros.  O resultado gerou três prêmios Genie Awards: Best Sound, Best Sound Edition e Golden Reel Award.
O roteiro foi uma produção coletiva de 9 profissionais da área.  E com tanta gente assim não poderia sair coisa ruim.  Num planeta Terra futurista, mais precisamente o ano de 2023, uma esfera com a característica divina de onipotência, narra para uma criança a sua trajetória pelo universo e como a sua presença acarretava na violência e na destruição, em qualquer lugar que estivesse.  Batalhas, nudez, violência, sexo, high technology, drogas e outras coisas mais, estão explícitas ou implícitas na aventura que tem uma boa narrativa e final surpreendente.  Nos extras há várias imagens dos bonitos desenhos iniciais e de cenas que não foram utilizadas no produto final.  No ano de 2000, foi produzido um segundo filme desenho animado chamado Heavy Metal 2000, mas com animação, roteiro e produção muito inferior ao primeiro.
Disponível a venda pela Internet com legendas em português.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Filosofia Do Punk - Mais Do Que Barulho

Esta é uma publicação que prova inquestionavelmente, o quão atrasados estamos no tocante a lançamentos de bons produtos culturais.  Lançado originariamente no ano de 1992 nos Estados Unidos, “A Filosofia Do Punk – Mais Do Que Barulho” foi publicado no Brasil apenas em 2005.  Isso porque uma editora nova se propôs ao empreendimento.  Simplesmente uma vergonha para a cultura bibliográfica brasileira.  Poderíamos divagar sobre todas as obras estrangeiras ainda não lançadas no Brasil, mas daria uma infindável lista que não caberia nesta modesta resenha.
Com linguagem extremamente popular por ter sido escrito por um punk, o livro esclarece didaticamente toda contradição, violência e manifestação dessa tribo urbana muito marginalizada e pouco compreendida, mesmo no século XXI.  A narrativa faz jus ao título do livro, que não se prende no chavão de contar histórias engraçadas com as bandas do estilo.  O foco está em destrinchar de modo explicativo os ideais, as manifestações, as letras das músicas e até mesmo as contravenções feitas pelos punks.  Como a composição é realizada por alguém do meio, a leitura não é chata como o estudo de uma tese acadêmica.  Ao contrário, as muitas fotos, os depoimentos e os exemplos tornam a absorção recreativa sem perder a essência educativa.  O flerte dos skinheads com o nazismo, a onipresente tpm das riot girls e a inevitável proliferação dos grass roots, são alguns dos pontos abordados e disseminados com muita clareza e naturalidade pelo autor.  Aqui também fica mais evidente a maior qualidade do punk, o “do it your self” que ilustrado com fanzines e sonorizados por canções de poucos acordes, serve como incentivo revigorante até para os mais comodistas.  Um único detalhe que não se passa despercebido, é que em nenhum momento no livro é citado o nome dos Ramones.  Fato bem estranho devido à peculiaridade do escritor ser novaiorquino e pertencente à uma banda punk.  Talvez resquício de alguma mágoa pessoal.  Um grande ponto positivo para esse lançamento brasileiro, é o complemento com um glossário, uma discografia e uma ótima bibliografia.  Curiosamente nada disso consta na edição original.
Indicado não só para os amantes do gênero, mas também pra quem tem intenção de entender o mais controverso dos rockeiros, o punk.
Autor: Craig O’Hara; editora: Radical Livros; tradução: Paulo Gonçalves; 200 páginas; São Paulo; 2005.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Brasil Massacre Tour 2011

A BANDA BLASFEMADOR CHEGA A MANAUS, NA MADRUGADA DESTA QUARTA-FEIRA (13/04) E NA TARDE DO MESMO DIA ESTARÁ NO PROGRAMA ROCK DE SUBÚRBIO PARA UMA ENTREVISTA EXCLUSIVA ONDE FALARÁ SOBRE SUA TURNÊ PELO BRASIL E SOBRE A PARTICIPAÇÃO NO THRASHEANDO 4 QUE ACONTECE NESTA SEXTA-FEIRA (15/04) JUNTO COM MAIS OITO BANDAS LOCAIS!!!!

O PROGRAMA ROCK DE SUBÚRBIO É TRANSMITIDO AO VIVO PELA RÁDIO A VOZ DAS COMUNIDADES NO HORÁRIO DAS 16HS ÀS 18HS, PARA AS ZONAS LESTE E NORTE DE MANAUS, PARA OUVIR SINTONIZE 87,9 MHZ E PARTICPE PELO FONE 3641 3498

AO LONGO DO PROGRAMA SERÃO SORTEADOS INGRESSOS PARA O EVENTO

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terça-feira, 12 de abril de 2011

The Ripper Fest 2011


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Clip De "Red" Da Espantalho

Já postei aqui uma resenha do disco homônimo da banda Espantalho, lançado no ano de 2003. O que pouca gente sabe, é que o grupo possui algumas coisas no You Tube, inclusive um clipe oficial para o hitRed”, curiosamente um bom clipe. Fica a dica. Pra quem é de outro Estado e não conhece a banda, esta é uma boa oportunidade, mas pra apenas um “aperitivo”.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mais Detalhes Do Thrasheando 4



quinta-feira, 31 de março de 2011

A Primeira Banda Manauara A Fazer O Público Cantar

Resenhar uma banda conterrânea não é tão difícil. O problema é manter-se imparcial quando há amigos pessoais dentre os músicos. Mais ainda quando o carisma tem reconhecimento unânime. A Espantalho conseguiu algo que nenhuma outra banda conseguiu em Manaus. Fazer o público cantar em coro, senão todas, mas a maioria das músicas. O que é melhor, músicas próprias. Eis que no ano de 2003 eles conseguem lançar o único CD deles, até então. O homônimo trabalho pode não ter a produção merecida e que sempre faz falta no disco de estréia de um grupo musical, mas a qualidade das composições não deixa nada a dever para os grandes nomes do rock nacional.
Colar De Estrelas” abre a bolachinha com um bom pique e um astral muito elevado. A letra poética evidencia o acentuado teor artístico nas inspirações das composições. “Desde o Berço” é a segunda, e deixa claro a qualidade que será mantida no restante das músicas. Esta canção não era muito notada pelo público, mas hoje é uma das mais pedidas nos shows. Em terceiro lugar vem o primeiro hit da banda “Red”. Acompanha o grupo desde o início e já virou até cover tocada pela conceituada “Several”. A letra depressiva mostra a influência do grunge. Em seguida vem “O Extraordinário”. Outra com um bom astral. A falta de interpretação pode acusar de pessimismo a letra, mas no fundo ela é extremamente incentivadora para a auto superação. “Qual É” é a próxima, que também tornou-se um hit e sua letra ganha até mesmo outras gerações que não curtem rock. “Patchulí” vem em sequência e é a melhor do disco. Uma pérola do rock manauara. Incrível o nível poético dela. O andamento, a letra inteligente a linda vocalização. Enfim, um conjunto de sutilezas que mostram o grande momento de inspiração desta composição. “Amanhecer Dirigindo” é o maior hit da banda. Uma balada com uma letra onde a identificação com muitas pessoas é direta. Cantada praticamente em uníssono nos shows, já foi usada até como fundo de propaganda de televisão. “Balas De Titânio” é a mais fraca do disco e nem por isso deixa de ser uma grande música. Letra pacifista. “Lágrimas Das Nuvens” foi escrita como um tributo a uma amiga nossa que se foi deixando um amigo viúvo e uma linda filha. Belíssima balada que chega a molhar os olhos de quem conheceu o eterno bom humor da amiga homenageada. “Overdrive” fecha o CD sendo a única cantada em inglês. Bom exemplo de uma música lado B. Desprezada por ser em outro idioma que não é cantado pelo público, mas ganha o gosto daqueles que sabem reconhecer uma boa canção. Mostra a forte influência de Alice In Chains.
Em suma, um disco que representa muito bem o melhor do rock nortista e pode deixar impressionado aquele que subestima o que pode ser criado por aqui. No mínimo uma audição obrigatória para quem deseja conhecer a nata de nossa criatividade rockeira.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Metal Battle Wacken 2011 - Seletiva Manaus


segunda-feira, 28 de março de 2011

Sandro Nine Fará Participação No Programa Vertical Cassic Rock

Neste sábado (dia 02 de abril) o programa Vertical Classic Rock estará contando com a presença do jornalista, músico e ativista cultural Sandro Nine que falará de todos os seus projetos e sorteará brindes para os ouvintes.

Sandro Nine é autor do blog Manifesto Rock Underground (http://www.manifestorockunderground.blogspot.com/), componente da banda Nicotine, um dos jornalistas da revista independente Intera, grande atuante do cenário roqueiro de Manaus e recentemente apresentou o Festival Grito Rock em Boa Vista. Dentre os trabalhos de Nine, o que está em destaque atualmente é o Riff Desplugados que trata-se de um projeto que conta com a parceria do Coletivo Difusão e Saraiva Mega Store onde o intuito principal é fomentar o circuito independente das bandas locais autorais e que já está acontecendo sempre na terceira quinta-feira do mês, no Espaço Cultural Thiago de Mello, na livraria Saraiva, no Shopping Manauara. Mais informações serão dadas pelo próprio Nine durante o programa.

Se ligue no programa Vertical Classic Rock que vai ao ar nos sábados das 14:00 as 16:00 (horário Manaus) através da web rádio Vertical no endereço: http://www.radiovertical.com/

sexta-feira, 25 de março de 2011

Programa Vertical Classic Rock Somente Aos Sábados

Com a mudança na grade de programação da web Rádio Vertical, o programa Vertical Classic Rock, dirigido e apresentado por Mário Orestes, passa a ser transmitido somente aos sábados das 14:00 as 16:00 (horário Manaus). Para escutar o programa, basta acessar http://www.radiovertical.com/ no dia e horário citado. O programa também tem o blog http://verticalclassicrock.blogspot.com/ que tem resenhas, entrevistas, divulgação de shows e festivais, além de toda informação pertinente ao programa. Neste mesmo blog, qualquer pessoa pode fazer pedidos de músicas ou de bandas pra tocarem no programa, bem como realizar comentários, críticas ou sugestões.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Lifestyles Of The Ramones

Primeiro vídeo oficial dos Ramones lançado em 1990, “The Lifestyles Of The Ramones” é o básico que um fã deve ter sobre a banda. Aliás, não só fã dos Ramones, mas também fã de rock and roll em geral, visto a enorme referência e influência destes rapazes de New York para milhares de pessoas no mundo todo.
Com direção de George Seminara, este documentário de 58 minutos mostra todos os vídeos clipes da banda (feitos até então) intercalados por depoimentos de nomes como Talking Heads, Debbie Harry, Ed Stasium, Daniel Rey, Anthrax, dentre outros. Evidentemente que os próprios músicos da banda, bem como ex-músicos, também dão seus devidos depoimentos. É maravilhoso ver a deliciosa Debby Harry declarar que Joey Ramone é muito encantador e carismático demais. Não tem como não sorrir em concordância com ela. Além das marcantes entrevistas que recheiam o vídeo, o trabalho vale também pelo registro do clipes de músicas que se tornaram grandes clássicos do grupo que foi um dos fundadores do punk rock. “I Wanna Be Sedated”, “Do You Remember Rock ‘N’ Roll Radio”, “We Want The Airwaves”, “Psycho Therapy”, “I Wanna Live” e “Pet Sematary” são apenas alguns dos petardos que marcam presença como clipes oficiais. Houve um tempo em que este DVD chegou a vender em bancas de revistas, por um preço bem acessível. Sortudo quem comprou.
The Lifestyles Of The Ramones” é uma ótima pedida pra quem quer ter apenas o mínimo necessário para se apresentar (ou apreciar) a banda. Também fácil de se encontrar pra download na Internet.

domingo, 6 de março de 2011

Several - Beyond The Scenes

Lançado no ano de 1999, Beyond The Scenes é o debut de uma grande banda de Manaus. Hoje em dia com o nome simplificado para apenas Several, na época deste disco chamavam-se Several Skin. Evidente que a produção do disco realizada pela própria banda, poderia ser bem melhor, principalmente no tocante à arte gráfica. A ausência de um encarte com letras e fotos da banda transparece um amadorismo que some no apertar do play no aparelho.
A bolachinha abre com “Prosaic Circus” que é uma ótima porrada com tempos e contra tempos que tiram o gás do ouvinte. Apesar de todos os integrantes serem grandes músicos, o destaque é o baterista Beto Montrezol. O garoto sem dúvida é bastante influenciado pelo gigante Neil Peart. A boa pronúncia do inglês do guitarrista vocalista Bruno Prestes dá a impressão tratar-se de uma banda gringa. Isso também nos faz lembrar que eles já fizeram alguns shows na terra do tio Sam. 8 Seasons Of Coma” engata logo em seguida com um bom riff e mantendo o pique de abertura. Incrível a sintonia do grupo. A terceira “Flexible” dá uma quebrada no ritmo e mostra um lado mais “tradicional”, acelerando um pouco no final. A que vem em seguida “Come Above”, particularmente, tenho como a melhor do álbum. Riff matador que fica grudado na cabeça do ouvinte. Vocal enfurecido no refrão que também é grudento. Excelente jogo de guitarras e perfeita sincronia de backing vocals. Grande canção que, infelizmente, nunca os vi tocarem ao vivo. Por incrível que pareça, em seguida vem uma balada. February” é a clara influência de Red Hot Chilli Peppers. Os arranjos são refinados exaltando bom gosto na composição. A sexta faixa é dividida em duas partes. (I) The Judas Hug (II) Unemployed Porno Star” tem uma introdução com bateria percussiva e levada tranqüila. Em seguida entra um rockão, que lembra Alice In Chains e sofre variações distintas em seu decorrer até o final. A próxima “Deeper” está mais para uma vinheta, por tratar-se de uma viajem (no sentido lisérgico mesmo da palavra) de 51 segundo que lembra bem o Nine Inch Nails. Sweet” deixa mais evidente a influência das bandas de Seattle, mas ainda soa melhor do que a maioria do grunge. Muppet” confirma a inspiração de Nine Inch Nails com um clima um tanto sombrio. Kamikaze Love” explora um lado bem técnico da banda e demonstra quão preciso eles são. Distance” é outra balada, sendo que esta é lindíssima com violões acústicos, percussão e vocal calmo. Boa pedida para um acampamento ou para uma cama de casal. Analgesic” é uma curtinha que fecha o disco com mais pitadas do projeto de Trent Reznor com direito a piano e efeito no vocal.
Um álbum como Beyond The Scenes é um bom cartão de apresentação da nata rockeira de Manaus e merece estar na prateleira de qualquer pessoa que escuta música de qualidade. O segundo disco da SeveralCarma” lançado no ano de 2010, chega a superar este debut na parte técnica da produção, e o que é melhor, vem cantado em português. Mas isso ficará pra uma próxima resenha.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Rádio Vertical Volta Ao Ar Com Força Total

Excelente notícia. Voltou ao ar da Internet com força total, a Rádio Vertical. Com sinal de 1 mega e no formato Mobile, isto é, qualquer smart phone poderá acessar de qualquer lugar do mundo. Quem quiser, já pode escutar 24 horas de muito rock and roll acessando a rádio pela url http://www.radiovertical.com/

Em breve a nova programação ao vivo estará em atuação, mas enquanto aguardam essa promissora programação, os ouvintes já estão convidados a escutarem o programa Vertical Classic Rock que vai ao ar amanhã (dia 05 de março) das 14:00 as 16:00 (horário Manaus). O programa com direção e apresentação de Mário Orestes, fará o aguardado especial Moonspell.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Entrevista Com A Banda Tudo Pelos Ares

Apresentando um rock and roll básico cantado em português, com forte influências de AC/DC, Velhas Virgens e outros grupos que fazem rock sem frescura, a “Tudo Pelos Ares” já tem vários anos de estrada e conta com um bom line up, que não se priva de tocar conforme a oportunidade demanda. Neste pique que a banda vem conquistando cada vez mais público. Abaixo uma entrevista cedida gentilmente pelo guitarrista/vocalista Eduardo Molotievscki.

Orestes: Desde quando existe a Tudo Pelos Ares?

Eduardo Molotievscki: Desde 1990.

O: Qual a atual formação da banda?

EM: Eduardo Molotievscki – Voz e Guitarra;

Rubens Junior – Bateria e Backing Vocal;

Marcelo Lima – Baixo;

Luighi Paolo – Guitarra.

O: Quais as principais dificuldades do grupo?

EM: Basicamente seria mais espaço para as bandas mostrarem seus trabalhos autorais.

O: Cada dia que passa o público da Tudo Pelos Ares cresce e se torna fiel. Os shows quase sempre encontram-se lotados e é comum já vermos pessoas cantando as letras das músicas. Outras bandas locais não conseguiram tal sucesso com o passar de muitos anos. A que se deve isso?

EM: Muito obrigado pelas palavras de incentivo. Desde o começo a Tudo Pelos Ares sempre buscou compor musicas próprias e sempre procuramos nos divertir com o público em nossos shows.

O: Além do público entusiasmado, existe algum outro tipo de apoio à banda?

EM: O prazer de tocar e poder mostrar as nossas músicas, e também a oportunidade que a música oferece de podermos passar a nossa mensagem sobre assuntos que achamos interessantes.

O: Sendo você guitarrista e vocalista, não lhe é cansativo?

EM: Sim. Cantar e tocar é muito cansativo, pois, você tem que tentar fazer as duas coisas bem feitas, mas como citado acima o incentivo do público ajuda na hora de fazermos o som ao vivo.

O: Como foi o processo de produção e gravação do CD da banda?

EM: Nosso primeiro CD foi resultado do projeto Valores da Terra em 2005. A produção foi realizada pela própria banda em 4 estúdios diferentes, sendo 3 em São Paulo e 1 em Manaus.

O: A pergunta que não quer calar: visto que Manaus consta com muitas bandas de qualidade, porquê o rock local ainda não conseguiu o destaque merecido no Brasil?

EM: Na minha opinião o fator distancia conta muito e não basta a banda ter boas músicas, é preciso ter uma certa disciplina e rotina, fatores que as vezes são deixados de lado até mesmo pela necessidade de jornada dupla que muitos músicos enfrentam. Mas quem realmente sonha com isso, tem que persistir e se desdobrar pra correr atrás de um lugar ao sol.

O: Depois do CD lançado, qual a próxima meta da banda?

EM: Estamos gravando uma nova música no estúdio e com ela queremos fazer um vídeo clipe, e também estamos buscando mostrar nossas músicas em Festivais de outros Estados.

O: Deixe os contatos da banda e um recado para nossos leitores.

EM: T.P.A. SITE : http://palcomp3.com/bandatudopelosares/ ou http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=5147

T.P.A. EMAIL / MSN: bandatudopelosares@gmail.com

T.P.A. TWITTER: @tudopelosares

T.P.A. CONTATO P/ SHOWS e VENDAS DO CD: 9991-2137 ou 8154-4350

Aos leitores: vamos mandar Tudo Pelos Ares. Nossos políticos e o povo que ao invés de brigar pelo não aumento do salário dos políticos, brigam pelo rebaixamento do seu time! Viva a nosso eterno Rock n’ Roll!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Comunicado

O especial MOONSPELL que seria apresentado neste sábado passado (dia 29) ficará para o próximo programa Vertical Classic Rock, devido a problemas técnicos em equipamentos da rádio Vertical. Agradecemos a compreensão.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Único Registro Em Vinil Do Rock Manauara

Um dos primeiros bares de rock da cidade de Manaus foi o Espaço Aberto.  Isto na segunda metade da década de 1980.  Localizado num mini shopping center num bairro, até então nobre, da cidade, o local era pequeno, mas aberto com boa ventilação e espaço para circulação.  Na época não tínhamos problemas com Internet, computadores pessoais, celulares, mídia digital e outros demônios que facilitam e dificultam nossa rotina de hoje.  Como a AIDS ainda não estava difundida, não precisávamos usar preservativos.  O movimento rock em Manaus era pequeno.  Logo, todos se conheciam e compartilhavam as drogas, as bebidas, as fitas K7 e o sexo.  As drogas eram de melhor qualidade e não tinham toda a arqueação que teem hoje.
O bar lotava e o clima era o de um micro festival rocker/junkie.  Mais outros dois bares abriram vizinhos no mesmo shopping em afã do público grande, aumentando mais ainda a diversidade e a diversão.  Os banheiros eram uma festa à parte.  Estavam sempre com várias pessoas.  Nas pias alguns usavam cocaína, nos vasos sanitários casais transavam e a fumaça de maconha e nicotina nublava o interior.
Após a sequência de mesas, havia um espaço livre com cerca de 5 metros de distância até um elevado baixo de concreto que servia de palco ao ar livre.  Os shows ao vivo geralmente eram aos sábados, e quase sempre tocavam duas bandas na noite.  “Torre Astral”, “Dix”, “Artânia”, “Estado De Coma” e “Enigma” eram alguns dos nomes que brilhavam como atrações que tocavam músicas próprias e covers em seus repertórios de gigantes como Iron Maiden, Deep Purple, Judas Priest, Black Sabbath, Whitesnake, dentre muitos outros.
De uma leve reformulação da banda Enigma, nasceu o grupo Flash.  Se apresentava como power trio e tinha como destaque o ótimo baixista Beto Lee (provavelmente, o homônimo filho de Rita Lee ainda não tinha nascido) e o excelente guitarrista vocalista Beto Rock.  Com agudos em falsetes perfeitos, Beto Rock nunca perdia o timbre de sua guitarra base e solo.  A performance destes rapazes incendiava a platéia.  Aproveitando o relativo sucesso que faziam, no ano de 1988 conseguiram gravar um álbum em vinil chamado “Vozes Do Inferno”.  O disco é um EP de 12 polegadas com apenas 4 músicas.  A sonoridade em si vagueia entre o hard rock e o rock nacional dos anos 80, sinceramente sem muito diferencial do que se fazia no momento.  O destaque vai para a faixa “Quero Ser Eleito”.  Um rockão stoneano com letra irônica e já preventiva ao que encontraríamos nas eleições diretas, que surgiriam em seguida.  Como não houve grande aplicação de marketing e divulgação, a vendagem foi um fracasso.  Era possível se encontrar os discos encalhados nos balcões das lojas e sempre acabavam no meio de promoções em queimas de estoque.  Devido ao insucesso de vendas, o grupo se acabou.  Os músicos sumiram.  Beto Rock não mora mais na cidade e o nome Flash caiu no esquecimento.  Hoje em dia os colecionadores de vinil trocam a tapas exemplares dessa raridade que é um grande registro para a história do rock de Manaus.
Como sou um dos poucos sortudos que possuem um exemplar dessa peça de museu, disponho-me para veicular a digitalização do trabalho, caso alguém se prontifique em colaborar com o equipamento.  Interessados, façam contato.

sábado, 22 de janeiro de 2011

CarnaRock Do Vitrola

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Especial Moonspell


Formada no ano de 1989 com o nome de Morbid God e com o intuito de tocar black metal, esta importante banda do cenário lusitano, aos pouco foi ganhando respeito em seu país de origem.  Em 1992 após mudar alguns membros de sua formação, o grupo mudou também de nome, adotando definitivamente Moonspell.  No ano seguinte assinam um contrato com uma gravadora francesa e lançam o seu primeiro EPUnder The Moonspell”, depois de já terem lançado disco demo.  Em 1995 mudam de gravadora e lançam, finalmente, o seu primeiro CD intitulado “Wolfheart”.  Neste primeiro disco, vem também a mudança de estilo.  Migram para o chamado gothic metal, alcançando assim notoriedade internacional.  O disco do ano seguinte “Irreligious” possui o maior hit da banda “Opium”, que foi escrito inspirado no poema “Opiário” de Fernando Pessoa, que assinou com o pseudônimo de Álvaro de Campos.  Em 1998 conseguem experimentar elementos da música eletrônica no ótimo disco “Sin/Pecado”.  Não satisfeitos com a mistura de eletrônico/gothic e black metal, levam a fórmula ao extremo no disco de 1999 chamado “Butterfly Effect”.  Em 2001 abandonam o experimentalismo e voltam para o gothic metal no disco “Darkness And Hope”.  Porém, foi com o álbum “The Antidote” de 2003 que mostram uma excelência inigualável neste estilo que lhes consagrou.  Em 2006 conseguem o inesperado.  Entrar para as paradas de sucesso em Portugal com o disco “Memorial”.  Devido ao enorme sucesso deste disco, ganham o MTV Europe Music Award como The Best Portuguese Act.  No ano seguinte voltam às origens regravando músicas do início de carreira no álbum “Under Satanae”.  O último disco é do ano de 2008 e se chama “Night Eternal”, estando a banda em atividade até hoje.
A maior qualidade do Moonspell, certamente é o lirismo da literatura portuguesa explícita em muitas letras de músicas e em parte dos arranjos que, vez ou outra, trazem instrumentos da cultura lusitana.  Apesar de cantarem em inglês, algumas músicas foram gravadas cantadas em português, dando assim, um ar mais poético e original em suas canções.
Em homenagem a essa grande banda portuguesa que o programa Vertical Classic Rock faz o especial Moonspell.  Dia 29 de janeiro das 14:00 as 16:00 (horário Manaus) na rádio Vertical, com direção e apresentação de Mário Orestes.  Para escutar o programa, basta acessar o site (http://www.radiovertical.com/).