segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Thrasheando 4

THRASHEANDO 4 - 15 DE ABRIL DE 2011 (SEXTA-FEIRA)

INÍCIO ÀS 20:00HS (PONTUALMENTE)

QUADRA ACADÊMICOS DE PETRÓPOLIS

RUA RAQUEL SOUZA, PETRÓPOLIS

LINHAS DE ÔNIBUS: 519, 601, 609, 610

COM AS BANDAS:

EXTREMAMENTE TOSCO (LANÇANDO SEU CD DEMO "O AMANHÃ É O ONTEM")

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=17372954637447134838

EVIL SYNDICATE (LANÇANDO SEU CD DEMO "SHADOWS OF INSANITY")

www.myspace.com/evilsyndicate

EXTREME WARNING (LANÇANDO SEU CD DEMO "ALCOHOLIC THRASH")

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=5823056011918820523

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=101437729

dark_satirus@yahoo.com.br – Rennan

necro_epitaph@hotmail.com - Jamerson

DISRITMIA (LANÇANDO SEU CD DEMO "O INFERNO É AQUI")

http://www.myspace.com/disritmia

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=40671487

HIPNOSE DEATH (LANÇANDO SEU CD DEMO "A MORTE")

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=45920706

http://www.myspace.com/hipnosedeath

PLATOON

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=14421467968000085581

INFECTION

http://www.myspace.com/bandainfection

EPIDEMIC

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=6805482756262904023

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DA BANDA BLASFEMADOR DO CEARÁ FAZENDO A TOUR BRASIL MASSACRE 2011 LANÇANDO SEU FULL-LENGHT "A MEIA NOITE LEVAREI TUA ALMA" (www.myspace.com/blasfemador)

INGRESSOS ANTECIPADOS A PARTIR DO DIA 17/01: R$ 10,00

(ATÉ AS 21:00HS DO DIA 15 DE ABRIL)

APÓS AS 21:00HS: R$ 15,00

PONTOS DE VENDAS:

BAR DO CABELO - AVENIDA RODRIGO OTÁVIO, COROADO I

AFRÂNIO TATTOO - RUA VALÉRIO BOTELHO DE ANDRADE, SÃO FRANCISCO

(PRÓX. AO FÓRUM ENOCH REIS/SEFAZ)

LOJA STREET COMPANY - AVENIDA LEONARDO MALCHER, CENTRO

LOJA SOTURNA - RUA HENRIQUE MARTINS, CENTRO

(SHOPPING POPULAR LOJA 16A 1º ANDAR)

AMAZONAS CYBER CAFE - RUA MONSENHOR COUTINHO, CENTRO

(PRAÇA DO CONGRESSO)

LOJA ALDEIA DO ROCK - RUA JOÃO VALÉRIO, 250, ED. PREMIUM, VIEIRALVES

REALIZAÇÃO:

MAPINGUARI PRODUÇÕES

GUERREIRO AJURICABA PRODUÇÕES

Perfil

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=697532299670168698

Comunidade

http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpn&cmm=83870857

Blog

guerreiroajuricabaprods.blogspot.com

E-mail

foffproducoes@gmail.com

MANAÓS ROCK PRODUÇÕES

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=862880081805007279

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Entrevista Com A Banda Soda Billy

Banda manauara com estilo peculiar.  Rock and roll básico, mas com forte influência de surf music, jazz, soul, blues e afins, a Soda Billy acaba de lançar seu primeiro CD.  Sem medo nenhum de explorar elementos das big bands, um naipe de metais consta em quase todas as apresentações.  Bom gosto pode ser o resumo para uma súmula resenha do som.  Abaixo, uma entrevista cedida gentilmente por Matheus Gondim (guitarrista vocalista da banda).
 
Orestes: Quando e como surgiu a Soda Billy?
Matheus Gondim: Em meados de 2003, quando começamos a tocar com o nome de Soda Billy, antes disso (fase pré-natal) chamava-se "Betty Rocker" numa alusão à musa dos anos 50 e ícone pin up Bettie Page, chegamos a fazer alguns shows com esse nome.  A idéia era montar uma banda que tocasse rock n roll, rockabilly, surf music e blues para agitar nas noites fazendo o povo dançar.  Isso foi obtido de certa forma e foi nessa época inicial que surgiu a musica "Surfando No Igarapé Do 40" que é basicamente um riff de guitarra de rock n roll e surf music.  Queríamos uma banda de rock n roll anos 50 sem "xorumelas", sem aquela coisa saudosa de "éramos todos jovens", uma referência muito boa pra gente nessa época foi a banda texana Reverend Horton Heat, que fazia um som mais pesado que o Stray Cats, mas mantendo as  fortes influências do old rockabilly (alguns os classificam como uma banda de psychobilly, mas há controvérsias), então pensamos que era possivel uma banda de rock n roll clássico soar como atual e se manter contemporânea.
Nessa época eu não sabia o significado do conceito "vintage" e que me ajudou muito a explicar o porquê da Soda Billy, pois vintage é aquilo que não fica ultrapassado.  É velho, mas é atual e se faz presente na cultura tal como tênis "All Star", o "Fusca", o próprio futebol é vintage (tirando alguns jogadores mercenários e toda essa podridão que é a FIFA), pois é um esporte que ganhou popularidade no pós-guerra, justamente nos 50 e hoje esta mais vivo que nunca.  Há varias coisas "vintage" presentes na cena contemporânea, se você for observar na moda, na arquitetura, na cultura, culinária, na política e até na medicina, onde alguns parâmetros que norteiam procedimentos médicos como transfusão de sangue e usos de drogas como morfina são também oriundos do pós-guerra.  A Soda é isso.  Uma forma de apresentar às novas gerações elementos musicais ainda vivos que são a base que conhecemos hoje, do pop ao metal.
Muita gente pensa que o rock surgiu com os Beatles, muita gente pensa que o metal veio do nada com o Black Sabbath, muita gente pensa que Lady Gaga veio da Madonna e que essa veio da disco music anos 70, esquecem que Beatles ouviam Buddy Holy e Everly Brothers, que Black Sabbath chegou a gravar Carl Perkins (Blue Suede Shoes) e que essas duas nem o Michael Jackson não existiriam se não houvesse uma gravadora negra chamada Motown que  absorveu todos os artistas de soul music e doo wop remanescentes dos anos 50 e primeira metade dos anos 60.  A Soda tenta, dentro do possível contribuir musicalmente com essas informações em suas apresentações pra romper com elos da desinformação que ainda é muito presente.

O:Soda Billyé alguma bebida patenteada ou um nome divertido que exprime a cultura rocker?
MG: O nome veio de uma idéia contrária a de que "nome de banda tem que trazer uma mensagem".  Na época pensamos em algo que não significasse absolutamente nada, mas que soasse legal.  A rigor deveria se chamar Soda Blues, mas isso iria fechar ao invés de abrir nossas possibilidades musicais. Sempre tive e sempre terei respeito ao blues, já que minha formação musical passa toda por ele, mas definitivamente não me interessava em fazer uma banda só de blues.  Contudo, as pessoas sempre perguntavam: o que é Soda Billy?  Bem, dessa ampla possibilidade musical vintage que optamos acabou surgindo o significado-resposta pro nome Soda Billy, pois, assim como um drink é formado pela combinação de alguns ingredientes.  Pensamos que Soda Billy poderia ser um drink formado por blues, rockabilly, jazz, surf rock, rock n roll, latin, etc.  Então Soda Billy não é um refrigerante novo como perguntam pra mim, por aí quando vêem minha kombi preta pelas ruas com o logo da banda, que é um copo com um liquido.  E sim uma banda com conteúdo de várias vertentes musicais que não são peças de museu.

O: Qual a atual formação da banda?
MG: A banda está com 7 integrantes: eu na guitarra e vocal, o Ricardo Peixoto no baixo, o Igor Saunier na batera, Daniel Jander no sax, Neoverton Rodrigues no trombone, Vanei Valois no trompete e Kamila Guedes no vocal.  Mas de certa forma todos que participaram da banda fazem parte de uma família chamada Soda Billy.

O: Vocês acabaram de lançar um CD.  Como foi o processo de produção e gravação?
MG: A parte da gravação foi tranquila, com dificuldades básicas enfrentadas por todos em estúdios, mas a atuação do Roberto Montrezol foi definitiva pra fazermos algo bom, sobretudo em relação aos timbres e afins.  A mixagem também foi show de bola.  O problema maior ficou na masterização e, sobretudo, na prensagem, pois envolveu uma parte burocrática cujo nosso conhecimento era zero, isso fez atrasar muito o lançamento.  Uma coisa que eu não posso deixar de falar é que o nosso CD não foi só fruto do trabalho da banda e sim de vários amigos como Deco Salgado (design) e Eric Quesado (fotos) além do próprio Beto que, além de curtirem nosso som, nos deram essa força.  Isso sem contar com o patrocinadores: All Night, Chefão, Vicaz, Estúdio de Fotografia Daniel Cruz e Cultura Inglesa.  Foi um trabalho conjunto.

O: Qual a receptividade que o disco está tendo e o que esperam dele?
MG: Estamos recebendo muitos elogios com esse trabalho e no geral está tendo uma boa saída nas lojas disponíveis (Saraiva e Bemol).  Esperamos que do reconhecimento do nosso trabalho, surjam convites para nos apresentarmos em outros estados ou, quem sabe, em países vizinhos.  Acredito que isso irá ocorrer ao longo desse ano.

O: Além do CD, a banda está lançando uma série de outros souvenirs pra venda.  Fale um pouco sobre isso.
MG: Sim, isso é uma idéia antiga.  O logo da banda (criado por Alírio Castro, ex-baixista da banda em seu início) é show de bola.  Logo surgiram idéias de transformá-los em itens para nossos fãs.  Por isso fizemos um numero limitado de  chaveiros, bottons, adesivos, camisas e canetas.  Que estão disponíveis na forma de kits, mas em breve essas peças poderão ser compradas individualmente a preços bem acessíveis.

O: A Soda Billy é basicamente uma banda de rock and roll, mas com influências de jazz, blues, surf music e outros estilos afins.  Há público pra esses estilos em Manaus, ou ainda está em processo de formação?
MG: A palavra "responsabilidade" soa pesada em nossa consciência.  Sempre parece mais um "fardo" do que algo prazeroso.  Mas no nosso caso trouxemos para si a responsabilidade de, sem apoio direto do Estado, promover uma mudança do cenário cultural da cidade pelo menos naquilo que está ao nosso alcance.  Hoje em Manaus, ainda mais com esse lance de Copa, você tem em toda esquina um discurso que nos coloca como metrópole, como uma cidade cosmopolita.  Bem, eu discordo disso enquanto não houver uma mudança na cultura também.  Não adianta uma cidade cheia de shoppings, viadutos, metrôs de superfície e prédios se a cultura continuar provinciana, pois você tem forró em Manaus de segunda à segunda e isso limita as possibilidades de uma metrópole, pois, ao meu ver, uma metrópole deve oferecer não só forró e brega, mas jazz, música latina, dance, rock (muito rock e de vários estilos. risos), blues, metal, música erudita etc.
Há muita coisa sendo criada aqui.  Temos ótimos intelectuais, ótimos escritores, um dos maiores matemáticos do mundo é comedor de jaraqui (risos), o Dr. Renato Tribuzzi, temos ótimas bandas, nossa culinária é bem rica, nosso pólo industrial ainda é um pólo mais de montagem do que de criação, mas isso pode mudar se houver interesse político.  Enfim, Manaus precisa dar um salto de mentalidade e para isso não precisamos de uma "Revolução", mas talvez de pequenas revoluções e hoje há vários meios pra isso, e respondendo sua pergunta, hoje há sim público pra tudo em Manaus, e ficamos orgulhosos de saber que a nossa parte está sendo feita e já mostrando tímidos resultados, pois eu soube recentemente, que já existe um público bem jovem sabendo da nossa existência e curtindo nossa música.  Ou seja, jovens na faixa dos quinze que, além de Restart, ouvem também Soda Billy.

O: As covers sempre foram um ponto forte nos shows da Soda Billy e colocam o público pra dançar.  Vocês estão tendo a mesma reação com as músicas próprias ou isso é um fator que dependerá de mais tempo de divulgação do CD?
MG: Sim, músicas como "Vou Pegar Aline", "Surfando No Igarapé Do 40" e "Go To The Boogie" têm agitado sempre nos shows.  Lembrando que nossos covers não são nunca meros covers.  Sempre tentamos fazer releituras das músicas que tocamos de outros artistas.  Raramente tiramos uma música de alguém igualzinho como está no CD, isso nos possibilita interpretar a música do nosso jeito, ao nosso estilo.  Mais ou menos como as versões da Mona Lisa que fizeram Andy Warhol e Botero.

O: Esta pergunta eu faço pra toda banda manauara que eu entrevisto:  O que falta para o rock local ganhar projeção nacional, visto que aqui há tantas bandas de qualidade?
MG: A mesma coisa que falta não só para o rock, mas para a poesia, para a arquitetura, para a gastronomia, para as ciências e por aí vai: uma mudança de mentalidade, que incluiria, entre outras coisas, com a ruptura desses estereótipos do "regional exótico" que nos faz tanto mal, desse museu anacrônico que é coisa pra turista ver.  Me refiro a essa mentalidade turística que fica presa entre a La Bella Époque e o exótico do caboclo, cujo  próprio caboclo não aguenta mais e, por fim, dessa idéia de quintal de mundo, onde nada é produzido.  Tudo é implantado aqui vindo de fora ou extraído daqui naturalmente.
Há coisas sendo produzidas aqui sim.  Há muita gente criativa (outro dia eu provei um sushi feito com ingredientes da região, feito por um sushi man daqui, um sabor único no mundo, não é mesmo?).  Mas enquanto houver uma mentalidade hegemônica negando constantemente isso, vamos ficar renegados a essa condição periférica.
No caso especifico do rock, bastava algum empresário da noite investir (de forma planejada) em bandas locais com seus trabalhos próprios, pois há um enorme público carente de bandas com músicas próprias.  Ao passo que o mercado de bares covers está saturado, pelo menos em Manaus.

O: Deixe os contatos da banda e um recado final para nossos leitores.
MG: Nossos contatos estão todos disponíveis no site www.sodabilly.com. Agradeço a atenção e o espaço para divulgação de nossa música e de nossas idéias aqui neste blog.  Esperamos que o leitor goste do nosso trabalho musical e ajude a divulgá-lo.  Isso irá contribuir não só conosco, mas também com a cena cultural de nossa cidade.  Abraços e let´s rock!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Show Da Banda Willy Kaolho

domingo, 9 de janeiro de 2011

O EP De Estréia Mais Vendido Do Brasil

Em meados da década de 1980, as gravadoras encontraram uma boa maneira de investir numa banda sem arriscar com grandes orçamentos em um grupo no qual não tinham a certeza que seria sucesso. Os compactos singles estavam em declínio por pouca demanda de mercado e o Long Play (LP) era o investimento naquilo que já se tinha a certeza de sucesso. Surgiu o Extended Play (EP). Também chamado de “mini LP”, o EP era nada mais do que um single disc de 12 polegadas com mais faixas do que um compact disc e menos faixas que o LP. Dezenas de grupos lançaram o seu debut (primeiro disco de trabalho de uma banda) como um EP. Aqueles que tinham boa aceitação de crítica e público (principalmente), tinham maior orçamento para um LP que seguiria aquele trabalho inicial. Aqueles que não passavam no primeiro investimento teste, seriam abandonados pelas gravadoras e estavam fadados ao esquecimento. O número padrão de faixas de um EP era somente 6. Depois de discutirem com os cartolas da gravadora, exigirem o que não podiam, inventarem histórias e blefarem de todos os jeitos, os rapazes da Plebe Rude, conseguiram a autorização pra lançarem um EP com 7 faixas.
Até Quando Esperar” é a faixa que abre o disco e sem dúvidas o maior hit já fabricado por Philippe Seabra, André X, Gutje e Jander Bilaphra. A música é simplesmente tocada até hoje em rádios, festas e está obrigatoriamente em todos os set lists de shows do grupo. A introdução de violoncelo mostra a melodia da música que fica na memória por muito tempo. A letra remete ao nome da banda com a clareza da influência punk. “Proteção” segue o trabalho com uma linda letra (considerada “didática” bela banda) anti repressão e é uma ótima trilha sonora para passeatas. “Jhonny” fecha o lado A da bolacha com um pouco de ironia sobre a prestação do serviço militar e da guerra. “Minha Renda” abre o lado B com uma crítica ao sucesso do mainstream com uma pequena participação de Herbert Vianna. “Sexo e Karatê” é a mais bem humorada e mostra a alienação através das mídias de massificação e da cultura pop. “Seu Jogo” é a mais fraca do disco, mas ainda assim mostra muita qualidade para uma banda que ainda estava em fase de projeção. “Brasília” fecha o single com uma severa exposição da rotina no Distrito Federal.
Investimento certeiro da EMI no ano de 1985, “O Concreto Já Rachou” foi historicamente o single EP que mais vendeu até hoje na indústria fonográfica brasileira. Fora de catálogo e ainda não lançado em CD (por pura implicância da gravadora com o grupo), este disco histórico é uma pérola do rock brasiliense e sempre será sucesso quando executado em qualquer lugar que preze por um bom som.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Crossroads - Duelo De Guitarras

Já fiz uma resenha do filme “A Encruzilhada”, mas agora eu disponibilizo aqui a cena final do longa metragem, onde acontece a batalha de guitarras entre o personagem de Ralph Macchio e o de Steve Vai como o guitarrista do diabo. Vale lembrar que Vai foi quem gravou o áudio das duas guitarras no duelo. Macchio apenas dublou.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Acordes Corrompidos

Desde a consolidação da música como uma das maiores fontes de venda da Indústria Cultural, compositores e intérpretes lançam a varejo e atacado seus álbuns no mercado do ramo diariamente pelo mundo afora. A grande maioria é formada por artistas profissionais que independente de suas abstrações criativas para com a arte, exercem naturalmente seus trabalhos na simples prestação de serviços em troca de remuneração. Nada mais justo. Mas como a música trata-se de uma indústria milionária, como está implícito no início do texto, a politicagem dos cartolas é que normatiza o que será sucesso ou o que está fadado ao fracasso.
Que o meio artístico, em específico o da música, é medíocre e corrupto, não chega a ser novidade. A corrupção está latente em qualquer ramo de atividade de nosso sistema capitalista neo-liberal. A letra de "If Money Talks", da banda Jason & The Scorches, fala um pouco disso. O fato é que isso influencia diretamente no produto acabado pronto para ser consumido. No caso a música. Há muito que surgem, no chamado “jabá”, grupos embalados, pasteurizados com conservantes para durarem com sucesso supervisionado no mainstream. Hoje já existe um outro sentido para “O Nascimento da Tragédia no Espírito da Múscia” descrito por Nietzsche em 1871.
Quantos artistas, do gosto pessoal do leitor, tornaram mais melódicas suas canções, mudaram seus estilos, apaziguaram suas temáticas ou redirecionaram seus trabalhos em busca de melhores vendas, aceitação no mercado ou fuga do empresariado pressionista? "Reign In Blood" de 1986, foi um disco tão pesado que o Slayer foi obrigado a “soar mais leve” no trabalho posterior. Se conferida a melodia vocal da música "Behind The Crooked Cross" do disco "South Of Heaven" de 1988 pode-se chegar a conclusão de que a mesma tem ritmo pra discoteda e academia de fitness. Não esqueçam de que todo músico profissional tem seu empresário promoter que tem como uma de suas funções a orientação (que quase sempre assume caráter de interferência) na música do artista para melhor veiculação.
Mesmo levando em consideração que a maior parte da renda desses artistas é proveniente de shows ao vivo, sabe-se que bandas maravilhosas encerraram suas atividades por briga de percentuais. Como disse o Pink Floyd: "money so they say. Is the root of all evil today". Outras retornaram, na onda do revival, como caça-níqueis deixando em segundo plano o teor artístico de suas músicas. No filme "The Great Rock ‘N’ Roll Swindle", os Sex Pistols assumem corajosamente que a banda foi um enlatado, produzido por Malcom McLaren, que deu certo. Trata-se de um isolado, mas significativo, caso de faixismo (visto que eles pregam o “lucro sujo”) perdoado pela sinceridade descompromissada. Várias são as produções que deixam a desejar por falta de investimentos que merecidamente refinariam mais o trabalho. Inúmeras são as informações errôneas divulgadas visando apenas o lucro. "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band" dos Beatles, foi o primeiro álbum conceitual da história da Indústria Fonográfica! Certo? Errado! Antes do clássico disco citado, "Freak Out!" do Frank Zappa & The Mothers Of Invention já havia sido lançado como um álbum conceitual. Porém, o próprio Zappa parodiaria os fab four e esse equívoco ignorado pela grande massa, no disco "We’re Only In It For The Money" em 1968. Artistas sérios são prejudicados pela pirataria que é fomentada pela própria Indústria Fonográfica que contrata o artista (isso daria uma excelente tese de doutorado em “economia corrupta”). A arte gráfica do disco "Steal This Album!" do System Of a Down, que inteligentemente não tem arte gráfica, ilustra muito bem esse sistema decadente. Até mesmo o polêmico Planet Hemp dizia “...é por isso que o Planet Hemp nunca vai se acabar!” e seu front man, Marcelo D2, vivia acusando de hipocrisia os jogadores de futebol que apareciam na TV em comerciais de cerveja. Não demorou muito para a banda acabar de uma maneira muito maquiavélica, os empresários, interessados na ruptura, simplesmente fomentaram a carreira solo dos principais integrantes, deixando-os sem tempo e sem motivação financeira para dedicaram-se exclusivamente à banda. Logo depois, o próprio Marcelo apareceria vendendo cerveja na televisão, em horário nobre, evidentemente na troca de uma gorda conta bancária. Então você vê seu grupo predileto num infinito ciclo vicioso até ele ser reformulado ou simplesmente desfeito pelo bel prazer de espectros engravatados movidos a Chivas e caviar.
Esse textículo faz uma pequena análise comportamental da influência do interesse capitalista em apenas um segmento de música, no caso, o rock. Imagine se aprofundassemos a análise para os vários outros estilos existentes, não só da música, mas da arte em geral. Certamente que iria ser necessário vários meses de austera pesquisa onde gráficos, depoimentos de especialistas, entrevistas com protagonistas e coadjuvantes, levantamentos estatísticas e dados financeiros ilustrariam a triste realidade de que mentiras, drogas, mentiras, prostituição, mentiras, mediocridade e um pouquinho de mentiras sempre estarão por trás dos souvenirs produzidos em série, das credenciais Very Important People, da última entrevista concedida e dos lançamentos do próximo mês que virão acompanhados do clichê “esse é o melhor trabalho que nós já fizemos em toda nossa carreira!”. Não que seja necessário filtrar seletivamente o que venha a ser consumido, até porque não sobraria quase nada, mas em observação analítica sobre determinada obra, é possível melhor compreensão psicológica do resultado final, tanto das composições, arranjos e letras quanto da arte gráfica e postura do grupo. Se explorado, o raciocínio pode tirar dúvidas esclarencendo pontos obscuros e oferecendo sentidos alternativos para quem deseja entender um pouco mais a arte e o artista do que simplesmente escutar a música.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Último Disco De Raul Seixas

Único trabalho em parceria de Raulzito.  “A Panela Do Diabo” é um epitáfio com letras douradas e que merece destaque em qualquer coleção que se preze.
O álbum abre com uma pequena introdução à capela da clássica “Be Bop a Lulla” de Gene Vicent já demonstrando que se trata de uma ode ao rock and roll.  Aliás, “Rock ‘N’ Roll” é o nome da faixa seguinte que não deixa nada a dever para o estilo que amamos tanto.  A letra revela toda a rotina letárgica que circunda a vida dos protagonistas.  A curiosidade é que o solo da canção foi gravado pelo blues man André Christóvam que a compôs em segundos no estúdio e quando tentou fazer algo mais “trabalhado”, foi impedido por Raul e Marcelo que acharam o primeiro take da gravação espontâneo e sincero o suficiente pra ser o registrado.  “Carpinteiro Do Universo” segue numa balada de letra super poética.  “Quando Eu Morri” é uma declaração de Marcelo Nova sobre seus tormentos junkies do passado e faz muita gente se identificar.  A vez de Raul se declarar vem logo depois com “Banquete De Lixo”.  O lado B do vinil abre com “Pastor João e a Igreja Invisível” que mostra de forma irônica e divertida como os Edir Macedo da vida se dão bem em cima do conformismo popular.  “Século XXI” repete a fórmula certeira de que a tal “evolução” é algo bem questionável.  “Nuit” é uma obra prima de Raul Seixas.  Não entendo como uma faixa tão bela e poética pode passar despercebida e não ser comentada nem executada em canto nenhum.  Composição de Raul em parceria de, sua então esposa, Kika Seixas.  “Best Seller” tira sarro com os ditos “intelectuais” que posam, falam e só.  “Você Roubou Meu Vídeo Cassete” talvez seja a mais fraca do disco.  Porém, mesmo assim, ainda apresenta qualidade digna de poetas musicais.  “Câimbra No Pé” fecha a bolacha com uma letra que mostra o lado juvenil ativo dos autores.
A participação de Gustavo Müllem como guitarrista da banda Envergadura Moral, que acompanha os mestre, é o aval do Camisa de Vênus.  A direção artística do gênio Liminha é sempre primorosa e a produção do grande Pena Schmidt com Carlos Alberto Calazans, e os dois personagens principais, é feito profissional que não deixa nada a desejar a uma grande produção gringa.
Enfim, um trabalho único que fecha com chave de ouro o legado do Maluco Beleza e honra Marceleza por acompanhar essa trajetória que nunca terá fim, pois já está carimbada na história da música e do rock brasileiro.  Peça obrigatória.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Trailer Do Filme - Pink Floyd - The Wall

Trailer de obra prima hollywoodyana de Alan Parker, já resenhada neste blog. Para quem ainda não assistiu essa pérola de filme, que ao menos, dê uma olhada no trailer. A música do Pink Floyd nunca foi tão bem explorada no sentido cênico.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Estigma Do Sublevado

Com a crescente onda de violência por parte das tribos urbanas contemporâneas em grandes centros como Nova York, São Paulo, Londres e outras cidades, muito se tem especulado a respeito da equivalência dos ditos ideais para com os atos dessa delinqüência, principalmente por parte da mídia bajuladora. O fenômeno marginal incomoda não só as vítimas das agressões diversas praticadas, mas também pessoas de boa índole que se vêm na condição de coadjuvantes aleatórios, visto que por ventura esses fatos lamentáveis acontecem em shows, pontos de encontro, bares, lojas e outros lugares públicos. A questão implica que o problema é sociológico e pode até ter uma solução, mas em longuíssimo prazo.
O PROBLEMA:
Desde a Revolução Industrial que a humanidade vem saboreando o fel da explosão demográfica com todas as suas conseqüências de crises em progressões que abrangem impactos ambientais, desemprego, fome, miséria, epidemias, violência dentre outros males que afetam direta ou indiretamente a vida de cada um de nós. Especialistas e sociólogos são unânimes em afirmar que alguns desses tópicos estão constantemente em ascensão e que se medidas mitigadoras não forem tomadas, colapsos serão inevitáveis e abalarão outros aspectos sociais, políticos e econômicos num “efeito dominó” de resultados drásticos e irreparáveis. Alguns desses efeitos já são visíveis e mostram-se claramente fora de controle apesar dos governantes embusteiros demagogicamente viverem apresentando dados estatísticos e financeiros de investimentos, mudanças e melhorias. Dentre os exemplos mais evidentes pode-se citar a máfia das grilagens de terras, atrelada indiscutivelmente à falta de uma reforma agrária séria em nosso país; a bio-pirataria que movimenta milhões de dólares e demanda interesse para as indústrias farmacêuticas e de cosméticos do mundo inteiro; a prostituição infantil e juvenil que tem o Brasil como um dos maiores fornecedores; o desmatamento, nosso país já é o quarto maior emissor de gás carbônico (CO2) na camada atmosférica devido à descontrolada expansão agrícola que visa unicamente o lucro; e o tráfico de drogas que nos tem como grande consumidor, rota de comércio e no estado do Rio de Janeiro sitia os moradores numa guerra civil. Todos esses assuntos podem parecer singulares e de certo modo são, mas estão intrinsecamente cruzados por uma eterna cultura provinciana que é perpetuada pelo interesse de magnatas que ganham muito dinheiro com isso e têm influência nos poderes legislativo, judiciário e executivo de norte a sul e de leste a oeste.
Percebe-se que no extenso parágrafo acima, em nenhuma vez foram citadas palavras como punk, metal ou skin. Porém, a explicação se faz necessária para entendimento de que o problema da violência nas tribos não tem nada a ver com rock, independente de um estilo ser mais agressivo, expressivo ou underground que o outro. Em análise ao seguido, o leitor atinará que a questão é mais cultural do que minimalista e requer a atenção não de autoridades repressoras e moralistas de plantão, mas de sociólogos, educadores diversos, fomentadores culturais e principalmente daqueles que gostam de um bom rock ‘n’ roll.
CAUSAS:
Não é de hoje que os países em desenvolvimento têm deficiência aguda na educação. Como foi dito acima, temos uma perpétua cultura provinciana que é herdada naturalmente de quem já foi colônia e amarga a dependência econômica de seus colonizadores com o passar dos séculos. Com economia deficiente, a educação será deficiente, assim como infra-estrutura, saneamento básico, saúde etc. Infelizmente a ignorância prevalece frente ao desenvolvimento e antes que alguém diga que isso é um panorama mundial, mostremos as informações de que enquanto na Europa, cada cidadão lê uma média de oito livros por ano, no Brasil essa estatística cai pela metade. Enquanto no velho mundo existem mais livrarias do que shopping centers, no país do futebol, os dados se invertem. Essa miséria cultural estende-se especificamente sobre um vetor, o povo. Como a população brasileira é formada em sua maioria por jovens, são estes os maiores sofredores desse efeito colateral colonialista. Sem muito esforço intelectual, nota-se que as tribos urbanas com complexo de gladiadores momentâneos, são formadas exclusivamente por jovens. Muitos desses, acabaram de sair da adolescência e ainda estão a procura de um caráter próprio e em processo de formação de sua personalidade, logo, cheios de dúvidas, incertezas e conflitos existenciais. Soma-se a isso mais dois fatores cruciais:
1) Muitos usam e abusam das mais diversas drogas lícitas e ilícitas, o que ajuda a aumentar a confusão mental que propicia a delinqüência. Não é difícil de identificar bêbados e entorpecidos entre os brigões e temperamentais;
2) Faz parte da natureza (vegetal e animal, racional e irracional) o seguimento simplista. Isto é, adotar, sem sombra de dúvidas, o caminho mais fácil a seguir. E entre o ponderado e o prático, logicamente que o segundo será adotado, pois ele já vem digerido, com um estereótipo formado por ímpetos que não necessitam de um raciocínio aprofundado e questionador. Formar uma personalidade autêntica e coerente é mais complexo e requer tempo, estudo e trabalho que um mentecapto normalmente não quer ter.
CONSEQUÊNCIAS:
Se esses garotos de “inteligência avançada” brigassem entre si como um “clube da luta” fechado até matarem-se sem nenhum tipo de incomodo, seria algo até benevolente, pois eles próprios levariam a cabo o trabalho de acabarem com a violência vigente. Contudo, eles são inconseqüentes e não medem esforços em proliferar a ignorância além de seus limites. Como esses reflexos juvenis marginais são extrapolações da problemática personalidade conflitante que carece de atenção, sempre serão dispostos em público. Dai, estarão freqüentemente a um passo do envolvimento de terceiros, quaisquer que sejam, desde o trabalhador que tem o azar de estar prestando serviço naquele local no momento da ocorrência ao simples transeunte. E dentre estas pessoas de boa fé, que por ventura se vêem na desagradável situação, podem estar eu, você ou qualquer conhecido e/ou parente nosso. É inegável que a delinqüência acarreta um estigma que será empregado sobre qualquer pessoa que, mesmo sem querer, pode ser enquadrado por leigos no tratado (entende-se como praticamente, senão toda, mas a maioria da população) como simpatizante, por estar portando um vestuário, artefato ou disco equivalente ao usados pelos visados. A estigmatização é enormemente difundida pela mídia que detrata sem piedade e de maneira generalizada o rockeiro, principalmente o que cultua o chamado rock pesado. Os bajuladores ganham a vida vendendo polêmica, mesmo que essa seja fundamentada em casos isolados e não levam em conta que esses tipos de barbáries acontecem também nos bailes funks, nos estádios de futebol, no pagode de farofeiros, nos grupos de “pitbulls” que praticam artes marciais ou musculação e em outros tipos de castas. Lembrem-se de que o preconceito está atuante em todos os meios de nossa sociedade, mas o rockeiro sempre será retratado como o vilão da história. Outro desconcertante fator existente é o descrédito que algumas bandas podem ganhar pela presença desses extraordinários em seu público. O exemplo mais clássico dessa injustiça vem dos criativos Garotos Podres que até hoje sofrem as conseqüências da errônea infâmia de cativarem um público hostil. Não se sabe até quando eles ficarão sem patrocínios e contratos. Isso também ocorre com outras bandas de punk rock, black metal, metal extremo e afins, e há de perdurar enquanto houver esse mal entendido.
A SOLUÇÃO:
Por incrível que pareça, este câncer urbano possui um remédio, mas sua cura não se faz da noite para o dia, pois é imprescindível o culto a uma problemática trindade: conscientização, inteligência e cultura. Problemática, esta trinca por exigir um trajeto tortuoso por anos de suadouro. Como foi deixado claro anteriormente, é mais fácil seguir o caminho com pavimentação já formada a construir o próprio legado. A solução demanda que gangues de idiotas que usam o visual punk, passem a encontrar-se não para se drogarem ou brigarem, mas para estudarem a anarco-sindicalismo, o conteúdo das letras do The Clash, as idéias de Bakunin e desenvolverem um colóquio que apresente alternativas para os diversos entraves do progresso humano. Que headbangers se juntem não para beberem e praticarem o sexismo e o machismo, mas para refletirem a filosofia de King Diamond, o virtuosismo lírico de Yngwie Malmsteen e a união do movimento crossover. Que hippies em vez de ficarem vegetando pelas praças com seus micróbios, passem a ler sobre a sociedade alternativa de Proudhon e a praticarem o amor livre com a segurança dos preservativos. Que góticos parem de chorar e lamentar-se das amarguras do mundo e passem a pensar sobre a poesia de Ian Curtis em seu aspecto mais humano. Que skinheads não pratiquem mais atrocidades e xenofobia, passando a entender que se o nazismo vencesse a segunda guerra, nós latinos seríamos os exterminados depois dos judeus e dos negros.
Em suma, não que para se escutar rock é preciso ser um chato intelectual fundamentalista, mas cabe dizer que enquanto os bíceps substituírem os cérebros, o rockeiro ficará infame perante todos que engolirem as opiniões formadas e deturpadas, envergonhando os pensantes que estão sujeitos a isso sem o mínimo de merecimento. Desde o início da história do rock and roll que este estilo em todas as suas vertentes se caracteriza como música de contestação, mas isso não significa que a coisa tenha de ser exposta sem raciocínio com todo seu ódio de revolta interpretado ao pé da letra. Faz-se necessário que haja um fundamento filosófico que proporcione um determinado conhecimento, mesmo que minimizado já é válido e crucial, para que finalmente exista inteligência, respeito e dignidade no meio.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Hellveillon

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Especial Catherine Wheel

No programa Vertical Classic Rock, realizamos toda última edição do mês um especial com um só artista ou banda.  São duas horas somente com o selecionado.  Para o mês de dezembro (que caíra na quarta-feira do dia 29) escolhemos a banda Catherine Wheel.
Fundada na Inglaterra no final dos anos 80 por Robert Dickinson, o Catherine Wheel, até hoje, não conseguiu o mesmo sucesso que a banda do primo Bruce Dickinson (Iron Maiden).  Sim, eles são primos.  Também não há semelhança no som das bandas dos familiares.  Enquanto o Maiden tornou-se um expoente do heavy metal, o Catherine é referência para o chamado rock alternativo.  Contudo, Bob Dickinson conseguiu sim, uma certa projeção.  Emplacando hits logo no primeiro álbum (Ferment” do ano de 1992), como “Black Metallic”, “I Want To Touch You” e “She’s My Friend”, chegaram nas paradas de sucesso em vários lugares na Europa.  A bonita arte gráfica das capas dos discos, levam ao extremo a seriedade artística, tão quanto os ótimos arranjos e as letras bem trabalhadas.  Não é a toa que influenciaram bandas mais recentes como Coldplay, Editors e Mercury Rev (só pra citar algumas).  Vários outros sucessos vieram nos discos seguintes, tais como “Delicious”, “Heal” e “Kill My Soul”.  Porém a banda nunca alcançou o destaque merecido.  Por esse motivo que o Vertical Classic Rock prestará essa homenagem a esse excelente grupo que preza pelo bom gosto e perfeccionismo em cada trabalho lançado.
O programa Vertical Classic Rock vai ao ar todo sábado as 14:00 (horário Manaus) e toda quarta-feira as 18:00 (horário Manaus), com direção e apresentação de Mário Orestes.  Para escutá-lo, basta acessar a Rádio Vertical no site http://www.radiovertical.com/

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Banda Sarcásticos Na Roadie Crew


MAIS UMA BANDA AMAZONENSE GANHA DESTAQUE NA REVISTA ROADIE CREW.  DESSA
VEZ É A BANDA SARCÁSTICOS QUE COMEÇA A RETORNAR COM FORÇA TOTAL À CENA
AMAZONENSE COMEÇANDO PELO EVENTO DE NATAL DO VITROLA MUSIC HALL DATADO PARA O DIA
17/12.
 O LANÇAMENTO OFICIAL DA DEMO "SARCÁSTICOS" OCORRERÁ DIA 05/02/2011 NO
VITROLA MUSIC HALL PARA A PARTIR DAÍ COMEÇAR O ANO DE 2011 COM FORÇA
TOTAL ATÉ O LANÇAMENTO OFICIAL DO SEU CD.
ACESSE: http://www.roadiecrew.net/pt/issuesView.php?iss_ID=152 TENHA MAIS INFORMAÇÕES NA PRÓPRIA REVISTA ROADIE CREW.
MYSPACE DA BANDA: www.myspace.com/sarcasticosmetal
INFORMAÇÕES: 9220-2195 ou e_abensur@hotmail.com

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Divulgue Sua Banda Gratuitamente

Se você tem uma banda ou conhece alguém que tenha e deseja divulgação, faça contato conosco.  Cedemos espaço em nosso blog pra entrevistas e resenhas e em nosso programa Vertical Classic Rock que vai ao ar toda quarta-feira as 18:00 (horário Manaus) e todo sábado as 14:00 (horário Manaus) na Rádio Vertical, que pode ser escutada no site http://www.radiovertical.com/
No programa também podemos entrevistar a banda e ainda tocaremos suas músicas.  Aproveite essa oportunidade única de divulgação gratuita.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Entrevista Com a Banda Sarcásticos

A banda “Sarcásticos” toca um thrash metal de boa qualidade cantado na língua portuguesa em plena Amazônia.  Antes que acusem o som de datado, escutem e vejam as letras bem sacadas, os arranjos de bom gosto e o entrosamento dos músicos e percebam que se trata de algo promissor e que merece, no mínimo, respeito.  O vocalista da banda, o veterano Ehud Abensur, me cedeu essa entrevista com a humildade de quem só deseja seu trabalho divulgado.

Orestes: Quando e como surgiu a banda?
Ehud Abensur: Metal Revenge II de 2007.
 O: Quais as maiores influências?
EA: Slayer, Dorsal, Purple, Dream Theater etc.
O: O que a banda possui de registros até agora?
EA: 04 músicas e vídeos gravados de show, principalmente de Boa Vista.
O: Qual a atual formação do grupo?
EA: Ehud Abensur – voz, Carlos Neto – guitarra, Alvaro Keys – guitarra, Criz Garcia – baixo, Robson Marianus - batera.
O: Quais as maiores dificuldades do grupo?
EA: Se juntar pra gravar, haja vista que o Robson, batera, trabalha viajando e temos sempre que aguardá-lo pra fazer algo.
O: Qual a melhor apresentação e qual a pior, já realizadas pela banda?
EA: Boa Vista - Abertura do Violator.  Não me lembro de apresentações ruim, já sei foi quando eu toquei baixo ah ah ah ah ah.
O: Como vocês olham o cenário do rock local?
EA: Muito melhor que há 20 anos atrás, o que mata é a vaidade das produções locais e nossa condição geográfica, porque estamos completamente fora do eixo.  Pra fazer sucesso tem que sair daqui.
O: O que vocês acham que falta pro rock manauara conseguir destaque nacional, visto que aqui tem tantas bandas de qualidade?
EA: Não posso dizer que é oportunidade, porque o Wacken feito lá no Vitrola é a primeira das portas, mas sim encontrar alguém de fora que acredite no nosso povo.  O resto já temos aqui mesmo.
O: Quais os próximos passos da banda?
EA: Lançar de uma vez a demo e logo em seguida o CD.
O: Deixe os contatos da banda e suas palavras finais para os leitores.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Álbum De Estréia Do Camisa De Venus

Cheguei a ouvir comentários de que a sonoridade dessa banda incomodava.  Quanto mais eu conhecia, mais me sentia atraído.  As letras inteligentes, o sarcasmo explícito e o tom de voz debochado me eram tão cativantes que não demorei pra me tornar fã.
Este primeiro disco pode soar punk rock, mas a própria banda nega o rótulo, não querendo prender-se a causas adolescentes ou movimentos idealistas.  Passamos Por Isso” abre a bolacha demonstrando para os executivos da gravadora que tentar mudar o som e o nome da banda não foi uma boa idéia, como se achava.  Infelizmente a versão digitalizada que se encontra disponível sofreu censura nos comentários finais da música que teve a palavra “ridículo” (dirigida para o tema “Brasileirinho”), literalmente cortada.  Metástase” é a segunda e tem uma das letras mais inteligentes que eu já escutei no rock nacional.  Bete Morreu” é um punk rock trágico e sempre cantado em uníssono pelo público.  Correndo Sem Parar” expõe a psiquiatria da rotina urbana de uma forma bem bukowiskiana.  A versão de “Negue” que fecha o lado A do disco, é uma das paródias mais debochadas já registradas.  O Adventista” é outra pérola de letra que leva à reflexão.  Dogmas Tecnofacistas” é outro punk rock com letra direta.  Homem Não Chora” explora o machismo de nossa sociedade.  Passatempo” é totalmente atemporal e estará sempre atualizada.  Pronto Pro Suicídio” é uma das mais trágicas já feitas em toda carreira do grupo.  E “Meu Primo Zé” fecha o álbum que marca a estréia em LP do Camisa de Venus no ano de 1983.
O fato de estar fora de catálogo e ainda não ter sido lançado em CD, esse disco, homônimo à banda, é o arquivo morto pelos diretores da gravadora que não agüentaram por muito tempo o gênio dos membros que eram irredutíveis naquilo que se propunham.  Vale lembrar que tal garantia de que sabiam o que estavam fazendo, está na confirmação de Marcelo Nova que ele não mudaria palavra alguma de nenhuma das músicas.  Vale conferir.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Crossroads

Obra prima do diretor Walter Hill, esta película do ano de 1986 (Columbia Pictures) de 100 minutos é uma apologia apaixonada ao blues.
Eugene Martone (que é interpretado pelo garoto Ralph Macchio) é um guitarrista com formação clássica que quer encontrar desesperadamente as fitas originais de blues perdidas por uma gravadora.  No começo de sua aventura, conhece o ex-blues man Willie Brown (Joe Seneca) que teve sua alma vendida ao diabo em troca de sucesso com o lamentoso estilo musical.  Ambos saem em viagem pelas estradas do interior dos Estados Unidos.  Um em busca dos originais perdidos, outro com o intuito de resgatar sua alma.  No desfecho final há um duelo de guitarras onde o guitarrista do diabo é interpretado pelo virtuoso Steve Vai.  A propósito, Vai foi quem gravou todo o áudio do duelo, sendo que Ralph apenas dublou a sua parte.
O curioso da produção do filme é que o seu roteiro, baseado na lenda do pacto com o diabo de Robert Johnson, foi escrito por John Fusco que vendeu os direitos autorais por poucos dólares, devido ao crítico estado financeiro que ele se encontrava na época.

                 A ótima trilha sonora do excelente blues man Ry Cooder é uma das melhores já feitas para uma produção hollywoodiana.
Indicado não só para os amantes de blues, mas também pra quem aprecia um bom drama climático e com boa música.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ratos De Porão - Crucificados Pelo Sistema

No ano de 1984 os Ratos de Porão lançavam este primeiro disco solo, que chegou a ter uma edição com o fundo da capa em vermelho.  Antes disso, já tinham registrado trabalho num ao vivo split com a banda
Cólera e nas coletâneas “Sub” e “Ataque Sonoro”.  A tecnologia de estúdio usada na época nem se compara com a high tecnology de hoje.  As condições eram totalmente precárias e o amadorismo dos envolvidos evidente.  Contudo, a vibe era boa, honesta e jovial.
A bolacha abre com “Morrer” que demonstra logo de início a potencia da voz de Gordo.  A segunda “Caos” é um murro de apenas alguns segundos e deixa o ouvinte atordoado sem saber o que aconteceu.  Se aquilo era uma música ou foi algum defeito de gravação que deixou um pedaço de alguma faixa solta.  “Guerra Desumana” continua com a sessão de sons que tendem mais para o hard core do que para o punk rock.  “Agressão / Repressão” é um grito contra o sistema corrupto e violento da polícia.  Interessante é ver que nenhuma dessas letras soam datadas.  Ao contrário, o texto delas está sempre muito atual e condizente com a realidade vigente.  “Obrigando a Obedecer” é quase um haikai que esbofeteia o pseudo nacionalismo por trás da prestação de serviço militar obrigatório.  “Asas da Vingança” reforça a temática anti guerra.  “Que Vergonha” é uma cover do ótimo Olho Seco.  “Poluição Atômica” fecha o lado A (para o formato LP) com a força que só punks conseguem expor em músicas.  “Pobreza” abre o segundo lado continuando o mesmo pique que se prolongará por todo o álbum.  “F.M.I.” pode até parecer obsoleta em sua letra, mas se refletirmos bem, chegaremos a conclusão de que tão cedo o Brasil não deixará de ser independente economicamente.  “Só Pensa Em Matar” são apenas duas frases psicóticas que deixam uma interrogação sinistra em quem escutá-las.  “Sistema de Protesto” é a única que não tem sua letra no encarte.  Particularmente eu gosto muito dela e adoraria entender sua letra.  “Não Me Importo” é da mesma filosofia de “I Don’t Care” dos Ramones.  “Periferia” reflete a realidade onde os membros da banda passaram suas infâncias e cresceram suas adolescências.  A faixa homônima ao disco “Crucificados Pelo Sistema” é a melhor dentre todas e até hoje consta obrigatoriamente no set list de qualquer show da banda.  Também com apenas duas frases em sua letra seguidas do título da música.  “Corrupção” fecha o disco que parece uma “rapidinha” num beco escuro de tão intenso e urgente que é este álbum.
“Clássico” seria o termo adequado para resumir este registro histórico que é disputado a tapa no comércio de colecionadores de vinis.  No exterior, já vale alguns bons Euros.  Audição recomendada.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pé Na Porta

Quando soube que Clemente Nascimento estava com um programa de entrevista. Fiquei curioso. O cara é referência no punk rock nacional e uma das pessoas mais inteligentes e atuantes no meio. O ótimo (e infelizmente extinto) programa “Musikaos” da TV Cultura, tinha a direção dele. Todo mundo que assistia ao programa, dizia: “Que programa bom!”. Basta ler alguma das letras dos Inocentes pra perceber que ele realmente tem algo a dizer e que seus comentários são sempre pertinentes. Uma pena que a exibição desse programa de entrevistas é na TV a cabo, num canal que não lembro com dia e horário mais esquecíveis ainda. Sinceramente nem sei se o programa ainda está no ar. Porém, se procurar no You Tube, pode-se encontrar alguma coisa. Dividido, evidentemente, devido ao formato pra postagem, mas disponível. O programa se chama “Pé na Porta”.
Aqui o vídeo de um clássico que vale ver. Clemente entrevistando Marcelo Nova. Duas cabeças pensantes e com línguas afiadas para os assuntos mais diversos num plano de conversa altamente irônico.

Depois de assistir essa primeira parte, pode-se ver a segunda e terceira nesses respectivos links: